e foi assim
que cheguei aquI…

Ainda estava a estudar quando publiquei a minha primeira reportagem, na revista Única, do Expresso. Estávamos em 2007. Por forças misteriosas do destino, perdão, da crise financeira, passei os anos seguintes a escrever sobre startups, empreendedores e revolução digital. Primeiro, como freelancer para meios como o Jornal de Negócios, Exame/Expresso; depois – de 2014 a 2021 – como jornalista e editora no Observador. 

Durante cinco anos assinei a newsletter semanal Startups, considerada uma das melhores da Europa pela Sifted, publicação do Financial Times. Em 2015, os Up Awards distinguiram-me como Startup Journalist of the Year; venci a categoria de Mercados Financeiros, do Prémio de Jornalismo Económico, em 2015 e 2016; fui finalista do Prémio Nacional de Jornalismo de Inovação em 2018 e 2019; e ainda vi outro trabalho da equipa que editava vencer em 2020. 

Em 2021, publiquei o meu primeiro livro: Unicórnios Portugueses - A história das startups de mil milhões de dólares. E, no ano seguinte, lancei um podcast semanal de entrevistas com o Jornal Económico, o “Ideias Com Nome Próprio”. Foi uma bonita jornada, mas tinha de haver mais mundo para lá das redações.

Leitora sempre e todos os dias, não é de estranhar que tenha passado das notícias para a edição de livros. Depois de pôr o jornalismo em pausa, trabalhei como coordenadora editorial na Lua de Papel, da LeYa, onde tive a oportunidade de editar de fio a pavio livros portugueses, aprender sobre a indústria e acompanhar os processos de edição de obras estrangeiras. Ainda assim, faltava qualquer coisa... 

Em 2023, a Ó Capital desafiou-me a criar um projeto novo, que criasse impacto na vida das pessoas através dos livros. E, depois de muito brainstorming, nasceu o À/Parte, um projeto editorial com a ambição de unir leitores às histórias que os movem, que liderei durante três anos. Da edição à logística, fiz tudo o que era preciso, e aprendi nesta jornada mais do que o que estes caracteres me permitem contar.

Aos 41 anos, com uma filha de um ano no colo, fiz a única coisa que me faltava fazer: dei um salto de fé em mim própria. Agora é entre teclas, textos meus e narrativas dos outros que me encontro. Seja a escrevê-las, a editá-las ou a encontrá-las. É ou não é uma boa história?

Retrato de uma mulher sorrindo, com cabelo curto e escuro, usando brincos de argola e uma blusa preta, com fundo de azulejos decorados.